Na quarta-feira, 16 de agosto de 2023, um prédio de seis andares desabou na Cidade de Gaza, resultando na morte de pelo menos 21 pessoas, sendo 12 delas crianças. O desabamento ocorreu na região de Tal al Hawa e causou danos a casas e barracas nas proximidades. As informações foram confirmadas pelas autoridades locais, que destacaram a gravidade da situação em um território já devastado pela guerra.
O imóvel, que abrigava quatro apartamentos por andar, havia sido alvo de bombardeios em 2024 e 2025, e desabou durante a noite, enquanto os deslocados que buscavam abrigo improvisado dormiam. O grande número de vítimas reflete a vulnerabilidade das estruturas na região, segundo a Defesa Civil, que atua sob a autoridade do Hamas.
No hospital Al Shifa, a cena era de desespero, com familiares chorando a morte de seus entes queridos. Jornalistas da AFP observaram homens carregando os corpos de crianças cobertos por mortalhas brancas, enquanto outros familiares se despediam, beijando os rostos dos mortos entre lágrimas.
A Defesa Civil relatou que suas operações de resgate foram prejudicadas por limitações de equipamentos e ferramentas rudimentares. O órgão acusou Israel de dificultar a entrada de maquinaria pesada na Faixa de Gaza, necessária para as operações de resgate e reconstrução. "Meu amigo e meus vizinhos moram neste prédio. Vim ajudá-lo a recuperar algumas roupas e colchões. Ele já não tem nenhum abrigo, nem casa", contou Mohannad Al Mashharawi, um jovem que presenciou os esforços de busca.
Ahmed Al Ajla, que perdeu familiares no desabamento, afirmou que "esses prédios são bombas-relógio", enfatizando que a guerra não terminou devido à precariedade das construções. A Defesa Civil informou que o prédio abrigava mais de 100 deslocados e que já havia sido danificado por ataques anteriores.
Após horas de trabalho, as equipes de resgate conseguiram retirar os corpos de 21 vítimas que estavam sob os escombros. O Ministério do Interior e o Ministério da Saúde de Gaza, ambos sob a autoridade do Hamas, corroboraram o número de mortos, que inclui 12 crianças e cinco mulheres.



