Anualmente, um grande número de estudantes da Geração Z se forma, sonhando com a chance de iniciar suas carreiras profissionais. Entretanto, o contexto atual se mostra cada vez mais desafiador, especialmente para aqueles que desejam conquistar suas primeiras oportunidades de trabalho.
A dificuldade em acessar o mercado de trabalho não se deve apenas a questões econômicas decorrentes de incertezas comerciais. A inteligência artificial (IA) já começou a desempenhar funções que antes eram atribuídas a estagiários e profissionais em início de carreira, reduzindo significativamente as chances de aprendizado na profissão desde o básico.
A situação foi descrita por Aneesh Raman, Diretor de Oportunidades Econômicas do LinkedIn, que afirmou em um artigo que "o degrau mais baixo da escada da carreira está quebrando", o que pode deixar muitos jovens sem as oportunidades necessárias para crescer e se desenvolver em suas trajetórias profissionais. De acordo com previsões da Fortune para 2024, a IA já realiza tarefas que antes eram executadas por novos contratados, diminuindo a necessidade de empresas em contratar novos profissionais.
Atualmente, a inteligência artificial é utilizada principalmente como um recurso para auxiliar trabalhadores mais experientes, automatizando atividades rotineiras. Gigantes da tecnologia, como Amazon, Google e Microsoft, têm adotado a IA para ajudar seus desenvolvedores, aliviando a carga de trabalho com tarefas administrativas ou na criação de pequenos trechos de código, funções que, até recentemente, faziam parte do aprendizado dos funcionários juniores.
Com essa transformação no ambiente de trabalho, a Geração Z se vê diante de um futuro incerto, onde a escassez de oportunidades para adquirir experiência pode afetar não apenas a formação profissional, mas também a trajetória de carreira desses jovens. O cenário exige uma adaptação rápida e eficaz para que consigam se inserir em um mercado de trabalho em constante evolução e cada vez mais dominado por tecnologias avançadas.



