O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), fez um desabafo nas redes sociais ao compartilhar um extrato bancário que mostrava um saldo de R$ 96,10 na véspera do pagamento. Apesar do valor exposto, informações do TJAL indicam que o magistrado recebeu R$ 126.535,87 líquidos no mês de março e acumulou R$ 546.423,19 de janeiro a julho deste ano.
A publicação, intitulada "O custo da coragem e o saldo do fim do mês", foi postada no dia 19 de agosto. No texto, Tenório defendeu a remuneração dos magistrados e criticou a cobertura da imprensa sobre os salários do Judiciário, além de afirmar que não possui conhecimento sobre os chamados "penduricalhos". Após a repercussão, o post foi removido das redes sociais.
Ao comentar sua situação financeira, o desembargador revelou que aproveitou um momento de descanso para verificar a conta-salário mantida no Banco de Brasília (BRB). Ele afirmou: "O resultado? Cheguei ao fim do mês 'de boa', ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10, com as graças de Deus".
O extrato mostrado por Albuquerque revelava um saldo negativo de R$ 161,83 na conta corrente e R$ 257,93 em aplicações, resultando nos R$ 96,10 mencionados. Na mesma publicação, ele antecipou que receberia seu salário no dia seguinte e criticou a forma como a remuneração da categoria é abordada pela mídia.
"Amanhã, dia 20/08, como é público e notório, irei receber o meu merecido salário, pois sou desembargador do TJAL", escreveu. Ele ressaltou que sua remuneração é fruto de muito trabalho e dedicação.
De acordo com o painel de remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), março foi o mês em que Albuquerque teve maior rendimento líquido entre janeiro e julho, recebendo R$ 126.535,87. A folha de pagamento inclui diversas rubricas, e os direitos pessoais aparecem em R$ 5.858,37 mensais, embora não esteja claro qual verba específica originou esse pagamento.



