A Acadêmicos de Niterói apresentou, no desfile deste domingo, uma homenagem a Lula que retratava a família tradicional, composta por um casal heterossexual e filhos, dentro de latas de conserva. A montagem incluía símbolos associados a evangélicos, militares e mulheres brancas, o que provocou reações de pré-candidatos à Presidência e ao Senado.
O governador Romeu Zema criticou a ala no desfile, argumentando que a representação configura preconceito religioso e desrespeito à fé de milhões de brasileiros. Ele prometeu acionar a Justiça para questionar a abordagem, classificando-a como inadequada ainda que em contexto artístico ou político.
A deputada federal Caroline de Toni também se manifestou contra a homenagem, reforçando que o desfile teria como alvo as famílias e valores conservadores. A pré-candidata ao Senado disse que a ala serve como um alerta para quem ainda minimiza tais temas no debate eleitoral.
O Partido Novo anunciou ação na Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente Lula, enquanto Flávio Bolsonaro acusou o petista de usar recursos públicos para campanha pró-pra ele mesmo. O TSE e o TRF-2 mantiveram a homenagem autorizada, rejeitando pedidos de proibição por propaganda eleitoral antecipada.

