O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, assumirá uma vaga no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a saída da presidente da Corte, Cármen Lúcia. A mudança faz parte do sistema de rodízio que define a composição do tribunal eleitoral. Toffoli chega ao TSE em um momento conturbado, com questionamentos sobre sua atuação no STF, especialmente relacionados ao caso Banco Master.
Recentemente, Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master, que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após a Polícia Federal enviar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento apontou indícios de conexões entre Vorcaro e pessoas próximas ao ministro, incluindo um pagamento de cerca de R$ 35 milhões relacionado a um resort em que Toffoli é sócio. Diante das pressões internas, ele decidiu se afastar da condução do processo.
O TSE é composto por três ministros do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas indicados pelo presidente da República. Toffoli já integra a Corte eleitoral como substituto desde outubro de 2022 e agora ocupará uma das vagas de titular destinadas aos ministros do Supremo. Cármen Lúcia deixará a presidência do TSE em junho, após dois anos de gestão, mas poderá continuar na Corte até agosto.
Os ministros do TSE têm um papel crucial durante as campanhas eleitorais, analisando disputas entre candidatos e coligações, além de decidir sobre solicitações relacionadas à propaganda eleitoral. O calendário eleitoral indica que a campanha oficial começará em 16 de agosto. Toffoli já presidiu o TSE entre 2014 e 2016, período em que a Corte supervisionou as eleições presidenciais de 2014.

