A expressão ‘dinheiro não dá em árvore’ é usada como ferramenta pedagógica e ironia em conversas de bar. No entanto, em Cascavel, a frase parece ter ganhado releitura oficial neste Natal: o dinheiro pode ser pendurado em uma árvore, desde que seja grande, iluminada, flutuante e cara.
Um gasto milionário chamou a atenção da população e reacendeu o debate sobre prioridades. Uma árvore flutuante de 24 metros de altura foi instalada no Lago Municipal, custando R$ 975 mil por pouco mais de 20 dias.
A pressa não foi coincidência, pois Cascavel decidiu entrar na disputa simbólica do ‘Natal mais chamativo’ em cima da hora. O custo diário da árvore equivale a cerca de 650 salários mínimos, o que é impressionante em um país cujo salário mínimo é de R$ 1.518.
Vídeos e comentários nas redes sociais viralizaram rapidamente, questionando por que investir quase um R$ 1 milhão em um adereço temporário enquanto problemas estruturais seguem permanentes. A secretária municipal de Cultura explicou que o recurso veio do Estado com destinação específica: turismo.

