João Destro Filho, representante do pai no processo do estádio Pinheirão, manifestou descontentamento com a desapropriação do terreno de 124 mil metros quadrados, localizado no bairro Tarumã. A disputa judicial pode ter um desfecho nesta quarta-feira (8), durante uma audiência de conciliação entre os empresários e o governo do Paraná, que planeja construir um centro de eventos no local.
Destro Filho se opõe à desapropriação, afirmando que investir dinheiro público em algo que a iniciativa privada poderia realizar é desperdício. Ele ressaltou que o governo deve pagar o valor justo pelo terreno, que se valorizou com as obras na Avenida Victor Ferreira do Amaral. A área plana do Pinheirão, sem impedimentos físicos, aumenta seu valor imobiliário.
Atualmente, a disputa judicial enfrenta um impasse quanto ao valor do terreno. A Justiça avaliou o Pinheirão em R$ 132,1 milhões, enquanto o governo paranaense estima em R$ 64,9 milhões. Destro defende que o verdadeiro valor é de R$ 358,6 milhões. O governo impugnou a perícia e contestou os critérios utilizados, mas manifestou interesse em um acordo na audiência de conciliação.
Com a extinção do Pinheirão, o governo estadual pretende construir uma arena de eventos para até 25 mil pessoas, além de um complexo comercial que incluirá setor hoteleiro e boulevard com restaurantes.



