No último domingo, 19, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, divulgou um vídeo em resposta ao voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode resultar em sua condenação a um ano de prisão por difamação. A ação foi movida pela deputada Tabata Amaral, do PSB de São Paulo.
No vídeo, Eduardo Bolsonaro destaca que a decisão de Moraes pode ser um "divisor de águas" e impactar a liberdade de atuação dos parlamentares. Ele argumenta que, se a condenação for confirmada, isso significaria a perda de "tranquilidade" durante os debates no exercício de seus mandatos. Em seu post nas redes sociais, o ex-deputado afirma: "Moraes votou para me condenar a um ano de prisão por um tuíte".
O processo movido por Tabata Amaral está em julgamento no plenário virtual do STF, e os demais ministros têm até 28 de abril para votar. O caso gira em torno de publicações que Eduardo fez em suas redes sociais, nas quais questiona um projeto de lei apresentado pela deputada e sugere que ela teria a intenção de favorecer terceiros. Ele também alega que a campanha de Tabata foi financiada pelo empresário Jorge Paulo Lemann.
Na última sexta-feira, 17, Moraes proferiu seu voto pela condenação de Eduardo, estipulando uma pena de um ano em regime aberto e uma multa que ultrapassa R$ 126 mil. O ministro também rejeitou os argumentos apresentados pela defesa do ex-deputado, o que levou Eduardo a afirmar que está sendo vítima de perseguição por parte de Moraes.
Além disso, Eduardo mencionou que seu passaporte está registrado como roubado no sistema da Interpol, o que adiciona um elemento de complexidade à sua situação atual. Ele anunciou que publicará um vídeo em seu canal no YouTube nesta segunda-feira, 20, onde pretende expor erros que, segundo ele, estão presentes na decisão de Moraes.


