Luís Eduardo Grangeiro Girão, conhecido como Eduardo Girão, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 25 de setembro de 1972. Ele é o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema, do partido Novo, nas eleições marcadas para outubro de 2023.
Antes de sua entrada na política, Girão construiu uma carreira como empresário nos setores de hotelaria, segurança privada, transporte de valores e produção audiovisual. Em 2004, ele fundou a Associação Estação da Luz, que se dedica a projetos sociais voltados para a comunidade.
Em 2017, Girão ocupou a presidência do Fortaleza Esporte Clube, e, posteriormente, foi eleito senador da República pelo Ceará em 2018, cargo que ocupa desde fevereiro de 2019. Sua ascensão política foi marcada pela obtenção de 1,3 milhão de votos, superando o então presidente do Senado, Eunício Oliveira, do MDB. Inicialmente filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (Pros), ele migrou para o Podemos e, em 2023, se juntou ao Novo.
No Senado, Girão se destacou como um defensor de pautas conservadoras e liberais na economia, mantendo uma postura de oposição aos governos petistas. Seu mandato atual se estende até janeiro de 2027, quando completará dois mandatos consecutivos. Na última eleição, ele foi o segundo mais votado, perdendo apenas para o ex-governador Cid Gomes, do PDT.
Em junho de 2019, o senador se posicionou contrariamente ao Decreto das Armas, que buscava flexibilizar as normas de posse e porte de armas. Em novembro do mesmo ano, ele assumiu a vice-presidência do Grupo Parlamentar Brasil-ONU, que estabelece a relação entre o Congresso Nacional e a Organização das Nações Unidas.
Girão também teve um papel ativo na ampliação da CPI da Covid em 2021, buscando incluir a investigação da aplicação de recursos federais em estados e municípios. Recentemente, ele coletou assinaturas para investigar suspeitas relacionadas ao Banco Master.



