Os palestinos foram às urnas neste sábado, 25 de abril de 2026, para a escolha de prefeitos e vereadores, em um momento histórico, sendo estas as primeiras eleições realizadas desde o início da guerra em Gaza. O pleito se desenrola em um contexto de desânimo e limitações políticas, com a participação restrita de candidatos.
De acordo com a Comissão Eleitoral Central, aproximadamente 1,5 milhão de eleitores estão habilitados a votar na Cisjordânia, que é um território ocupado por Israel. Na Faixa de Gaza, em Deir al Balah, cerca de 70 mil pessoas se engajaram no processo eleitoral, refletindo a relevância do evento mesmo em meio a desafios significativos.
As seções eleitorais na Cisjordânia estavam abertas das 7h até 21h, no horário local, enquanto em Deir al Balah, as urnas fecharam mais cedo, às 17h, para que a apuração pudesse ser realizada durante o dia, considerando a escassez de eletricidade na região afetada pelo conflito.
Esse cenário político se caracteriza pela predominância de candidaturas alinhadas ao partido Fatah, liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou que se apresentam como independentes. Em várias cidades, candidatos apoiados pelo Fatah competem contra listas independentes ligadas a outras facções, destacando a diversidade política existente, mesmo que limitada.
Um aspecto significativo deste pleito é a ausência do Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007. O movimento islamista, que venceu as eleições legislativas em 2006, não participou do processo eleitoral atual, o que evidencia a rivalidade política com o partido Fatah.
Este evento ocorre em um contexto delicado, após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, atribuído ao Hamas, o que desencadeou o conflito atual na região. O resultado dessas eleições poderá ter implicações importantes para o futuro político dos palestinos, em um cenário já complexo e desafiador.



