O recente lançamento do filme "Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime" pela Netflix reacendeu o interesse público sobre o caso de Elize Matsunaga e o assassinato de seu marido, Marcos Matsunaga. O assunto ganhou destaque nas redes sociais, trazendo de volta declarações do jornalista Ullisses Campbell sobre o patrimônio de Elize após a morte de Marcos.
Em uma entrevista ao podcast Universa em 2023, Ullisses Campbell, autor da biografia não autorizada "Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido", afirmou que Elize recebeu aproximadamente R$ 900 mil em bens após o falecimento de seu esposo. Segundo ele, esse valor não se tratou de uma herança, mas sim da divisão dos bens adquiridos durante o casamento, que era regido pelo regime de comunhão parcial.
Nesse regime, tudo que foi adquirido pelo casal durante a união pertence igualmente a ambos. Assim, a Justiça reconheceu que Elize tinha direito à metade do patrimônio comum acumulado ao longo da relação.
A relação entre Elize e Marcos começou a se deteriorar em maio de 2012, quando Elize buscou a orientação de um advogado para discutir um possível divórcio. O casal começou a morar junto em 2007 e oficializou o casamento em outubro de 2009.
A atriz que interpreta Elize no novo filme da Netflix, intitulado "Elize: Sombras de uma Mulher", destacou a complexidade do personagem e o desafio de vivenciar essa história. Em entrevista, ela mencionou que ficou interessada na oportunidade de explorar artisticamente a profundidade da narrativa.
Entretanto, a herança deixada por Marcos teve um destino diferente. Como Elize foi condenada pelo homicídio do marido, ela foi excluída da sucessão por indignidade jurídica, conforme o que estabelece o Código Civil para casos de homicídio doloso contra o autor da herança. Com isso, Elize perdeu o direito de herdar os bens de Marcos, que foram destinados exclusivamente à filha do casal, Helena.



