As principais redes de televisão dos Estados Unidos comunicaram nesta segunda-feira (21) a decisão de suspender a cobertura compartilhada das atividades do presidente Donald Trump. Essa ação foi motivada pelo veto imposto a CNN, que foi banida da Casa Branca na sexta-feira (18) pelo republicano.
As emissoras CBS, ABC, NBC e Fox informaram que não irão mais se revezar na cobertura das atividades públicas de Trump, um processo que é conhecido como "pool". Nesse sistema, um veículo é designado para registrar imagens e, posteriormente, compartilhar o conteúdo com os demais meios de comunicação.
O veto de Trump também se estendeu à rede de televisão MS NOW e ao site Politico, que foram acusados pelo presidente de veicular "notícias falsas". As três organizações de mídia já contestaram a proibição na Justiça, lembrando que Trump havia tentado impor restrições semelhantes a outros veículos no passado, sem sucesso.
A decisão de Trump gerou uma onda de críticas por parte de associações jornalísticas, tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente. O ato é visto como uma ameaça à liberdade de imprensa, um direito protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana.
O veto e a suspensão da cobertura destacam um momento crítico nas relações entre a administração Trump e a mídia, refletindo um ambiente cada vez mais polarizado. As consequências dessa ação podem afetar a forma como as informações sobre a Casa Branca são divulgadas e consumidas pelo público.
Enquanto isso, outras questões continuam a emergir na agenda política dos EUA, como a deportação de mais de 25 mil pessoas após acordos com 35 países, a visita do presidente da China aos Estados Unidos e as restrições de vistos para assessores do Irã na Assembleia Geral da ONU. O Secretário do Tesouro dos EUA também comentou sobre o sucesso das reuniões com a China sobre comércio e inteligência artificial, destacando a complexidade das relações internacionais atuais.



