O empresário Alcides Hahn, de Santa Catarina, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão em regime fechado. Ele contribuiu com R$ 500 para o custeio de um ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília durante os atos de 8 de janeiro. Outros dois homens também financiaram o fretamento, sendo que um deles, Vilamir Valmor Romanoski, repassou R$ 10 mil e é descrito como uma figura de liderança nas mobilizações pró-Jair Bolsonaro.
Hahn foi condenado por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A defesa alegou que a acusação se baseou apenas na transferência de R$ 500, sem evidências de que o dinheiro tivesse relação com os atos. Durante o depoimento, Hahn afirmou que o Pix foi feito como um empréstimo, sem conhecimento do destino da viagem.
Em decisão de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode optar por não oferecer Acordo de Não Persecução Penal aos réus. As penas para os réus foram fixadas em 14 anos de prisão, além de multas e indenizações. A condenação inclui 100 dias-multa, com valor correspondente a um terço do salário mínimo, e indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.


