A EPR Participações S/A foi a vencedora do leilão realizado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, para a concessão da rodovia BR-116, que liga Curitiba (PR) a São Paulo (SP). O leilão ocorreu nesta quinta-feira (23) e a empresa apresentou uma proposta com um deságio de 22,53% em relação à tarifa básica de pedágio, superando as ofertas da Arteris S/A e Motiva S/A.
Com a vitória, a EPR se compromete a realizar investimentos que somam R$ 7,2 bilhões na rodovia ao longo dos próximos 15 anos. Dentre os valores, R$ 120 milhões serão desembolsados imediatamente como outorga, enquanto R$ 2,5 bilhões estão previstos para serem aplicados nos três primeiros anos de contrato. As obras incluirão correção de traçado, ampliação de capacidade, melhorias operacionais e restauração do pavimento.
A concessão, que se estenderá até 2041, envolve não apenas a administração da rodovia, mas TAMBÉM serviços de recuperação, conservação, manutenção, monitoramento e operação. A EPR poderá cobrar tarifas dos motoristas nas seis praças de pedágio existentes ao longo da BR-116.
Considerada um dos principais corredores logísticos do Brasil, a BR-116 é o terceiro maior do país, atrás da Via Dutra (São Paulo-Rio de Janeiro) e da Fernão Dias (São Paulo-Minas Gerais). O trecho concedido possui 383 quilômetros, abrangendo 17 municípios, e registra um intenso fluxo de veículos, com cerca de 160 mil carros e caminhões circulando diariamente.
A EPR se destacou no leilão ao oferecer o maior desconto sobre a tarifa de pedágio, atualmente fixada em R$ 0,05912 por quilômetro em pista dupla. A empresa TAMBÉM se comprometeu a realizar aportes financeiros progressivos, conforme as regras estabelecidas no edital, que visam garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato durante a vigência da concessão.
O leilão da rodovia Régis Bittencourt é resultado de uma repactuação do contrato, que exigia intervenções estruturais devido a variações significativas na qualidade da via. A EPR Participações S/A opera atualmente 3.642 quilômetros de rodovias nos estados do Paraná e Minas Gerais, resultado de sete concessões que abrangem 172 municípios. Suas subsidiárias, como EPR Iguaçu, EPR Litoral Pioneiro e EPR Paraná, são responsáveis pelos trechos pedagiados no Paraná.



