A Espanha registrou pelo menos 1.028 mortes atribuídas ao calor no mês de junho, conforme dados divulgados pelo Instituto de Saúde Carlos III, localizado em Madri. Este número representa um aumento significativo em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram contabilizados 407 óbitos. A onda de calor que afetou a Europa neste período foi considerada uma das mais severas já documentadas.
Além de ser um mês marcado por altas temperaturas, junho de 2023 também encerrou o primeiro semestre mais quente já registrado no país, conforme indicado pela agência meteorológica Aemet. A média de temperatura durante este semestre foi 1,6 °C superior ao normal, evidenciando a tendência de aquecimento que tem se intensificado na região nos últimos anos.
Os dados sobre mortalidade são fundamentados em um sistema chamado “MoMo” (Monitoramento da Mortalidade), que analisa diariamente o número de óbitos na Espanha e calcula a variação entre a mortalidade real e a prevista com base nas séries históricas.
A Aemet destacou que os sete primeiros semestres mais quentes desde o início da série histórica, que remonta a 1961, ocorreram nos últimos dez anos. O mês de junho de 2023, em particular, foi o segundo mais quente da série, com temperaturas 3,2 °C acima da média, superado apenas por junho de 2025.
Esses dados refletem a crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de ações efetivas para mitigar os efeitos do calor extremo sobre a saúde pública.



