Hewdy Lobo, psiquiatra de Flordelis e Zambelli, fala sobre a saúde mental do ex-presidente

Psiquiatra analisa surto de Jair Bolsonaro e sugere prisão domiciliar com base em condições de saúde.
Análise do episódio psíquico de Bolsonaro
Em 29 de novembro de 2025, o psiquiatra Hewdy Lobo, conhecido por atender Flordelis e Carla Zambelli, fez uma análise sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele pode ter vivenciado um episódio psíquico agudo. De acordo com Lobo, o comportamento de Bolsonaro, que tentou violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, sugere uma alteração psíquica, embora não um delírio. Para ele, o ex-chefe do Palácio do Planalto deveria cumprir sua pena de 27 anos de forma domiciliar, em razão de suas condições de saúde.
Saúde mental e física de Bolsonaro
Lobo destaca que o estado de saúde de Bolsonaro, incluindo problemas intestinais e as sequelas da facada que sofreu em 2018, pode afetar a absorção de medicamentos. Isso, segundo o psiquiatra, pode resultar em reações mentais alteradas, que seriam transitórias. Ele menciona que a combinação de idade, múltiplas doenças e o uso de diversos remédios aumenta a probabilidade de efeitos colaterais indesejáveis, tanto físicos quanto psíquicos.
O ex-presidente está atualmente sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde enfrenta questões legais e de saúde complexas. A defesa de Bolsonaro listou ao Supremo Tribunal Federal (STF) seis doenças crônicas que, segundo eles, tornam sua prisão no Complexo Penitenciário da Papuda incompatível.
A condição clínica de Bolsonaro
Os documentos apresentados ao STF incluem laudos médicos, tomografias e relatórios que atestam um quadro clínico de alta complexidade. As condições apresentadas incluem problemas no sistema cardiovascular, pulmonar, gastrointestinal, neurológico e oncológico. Bolsonaro alega sofrer de refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão, e apneia do sono grave, entre outras condições.
Além disso, as sequelas da facada e as cirurgias subsequentes levaram o ex-presidente a ter episódios de soluços persistentes, que já o incapacitaram em diversas ocasiões. O laudo médico indica que a gestão de sua condição de saúde requer ajustes diários na medicação que afetam o sistema nervoso central.
Implicações do tratamento e recomendações
Hewdy Lobo explica que o tratamento de Bolsonaro deve considerar as consequências irreversíveis do atentado, como atrofia abdominal e risco de obstrução intestinal. Ele frisou a importância de um acompanhamento contínuo, dada a complexidade do quadro clínico do ex-presidente.
Consequentemente, a defesa de Bolsonaro defende que a prisão domiciliar é a opção mais adequada para garantir o tratamento necessário. A família e os advogados enfatizam que a residência do ex-presidente no Jardim Botânico (DF) seria o local ideal para sua recuperação e vigilância.
Bolsonaro, ao longo de sua trajetória política, sempre foi uma figura polarizadora, e agora, com essas questões de saúde, a discussão sobre sua detenção e tratamento se torna ainda mais relevante no cenário nacional. A análise de Lobo traz à luz a importância de considerar a saúde mental e física de figuras públicas em situações de crise, refletindo sobre a necessidade de um sistema judiciário que leve essas condições em conta.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03




