O governo dos Estados Unidos lançou, no dia 5 de agosto, uma ofensiva contra o Cartel Jalisco Nueva Generação (CJNG), uma das principais organizações criminosas do México. O Departamento de Estado disponibilizou até US$ 102 milhões em recompensas por informações que possam levar à prisão ou condenação de oito membros e associados do cartel. Além disso, foram impostas restrições de visto a 65 pessoas vinculadas a integrantes sancionados da organização.
Essa ação inclui novas acusações criminais, o aumento das recompensas existentes e medidas migratórias direcionadas a familiares e pessoas próximas aos integrantes do CJNG. O objetivo, conforme indicado por autoridades americanas, é debilitar a estrutura de comando do cartel após a morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", seu fundador e antigo líder.
As recompensas foram divulgadas pelo Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei do Departamento de Estado, em colaboração com entidades como o Departamento de Justiça, a DEA, o FBI, o HSI, a Receita Federal e a Alfândega e Proteção de Fronteiras.
Além de Valencia González, o Departamento de Estado também anunciou recompensas por informações sobre outros sete integrantes ou associados do CJNG. A maior recompensa, fixada em US$ 15 milhões, é destinada a Audias Flores Silva, conhecido como "Jardinero". Recompensas de até US$ 15 milhões também foram estabelecidas para Gonzalo Mendoza Gaytán, chamado de "El Sapo", e para Julio Alberto Castillo Rodríguez, conhecido como "El Chorro", que é apontado como genro de El Mencho.
Essa nova estratégia reflete uma tentativa significativa do governo dos Estados Unidos de conter as atividades do CJNG, que tem sido responsável por uma série de crimes violentos e pela ampliação do tráfico de drogas na região. A ação destaca a colaboração internacional no combate ao crime organizado e a importância de desmantelar as redes criminosas que operam de forma transnacional.



