Na noite do dia 25 de maio de 2026, As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques de "autodefesa" contra alvos localizados no sul do Irã. Informações do Comando Central dos EUA (Centcom) indicam que as operações atingiram bases de mísseis e embarcações que estariam tentando instalar minas marítimas na região.
O Centcom divulgou uma nota ressaltando que as ações visavam "proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas" e foram conduzidas em "legítima defesa". A operação ocorre em um contexto delicado, pois o governo iraniano havia recentemente comunicado avanços nas negociações com Washington, embora um acordo definitivo de paz ainda não estivesse próximo.
Até o presente momento, não houve uma resposta oficial de Teerã sobre os ataques realizados pelos EUA. No entanto, a imprensa estatal iraniana reportou que autoridades locais estavam investigando explosões que ocorreram em Bandar Abbas, uma cidade estratégica situada no Estreito de Ormuz.
As consequências dos ataques nas negociações entre os dois países ainda são incertas. Desde 8 de abril, Os Estados Unidos e o Irã mantêm um cessar-fogo, com as forças iranianas controlando a navegação no Golfo e a Marinha americana atuando para bloquear portos iranianos.
No último fim de semana, o presidente Donald Trump mencionou que as nações estavam próximas de um acordo, mas posteriormente orientou os negociadores a não apressarem o fechamento de um entendimento. Na manhã de 26 de maio, após os ataques, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que um entendimento com o Irã ainda pode levar "alguns dias".
Rubio também comentou sobre a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto e destacou que Washington dará "todas as chances" à diplomacia antes de considerar outras formas de lidar com o Irã. Ele se referiu a um diálogo "real, significativo e com prazo definido" sobre o programa nuclear iraniano, mencionando que há "algo bastante concreto sobre a mesa" em relação às negociações para a reabertura de Ormuz.



