O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a autorização para cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essa medida foi tomada para facilitar sua recuperação após ter alta hospitalar. Recentemente, ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa e precisou de duas semanas de internação em tratamento intensivo.
Relatórios médicos foram encaminhados ao STF pela defesa de Bolsonaro. O médico Brasil Caiado, que integra a equipe de saúde do ex-presidente, informou que ele está respondendo positivamente ao tratamento. Embora a pressão arterial esteja controlada, Bolsonaro ainda relata fadiga, cansaço e desequilíbrio, efeitos das medicações.
De acordo com o médico, o paciente mostra evolução satisfatória no quadro pulmonar e digestivo, apresentando melhora nas queixas de dispneia e refluxo gastroesofágico, além de maior disposição para as atividades diárias. Ajustes na posologia dos medicamentos foram realizados para controlar os efeitos colaterais.
A defesa também enviou um relatório fisioterapêutico assinado por Kleber Caiado de Freitas. O fisioterapeuta mencionou que, na última segunda-feira, 12, Bolsonaro enfrentou uma crise de soluços que durou cerca de oito horas. Esse episódio dificultou a realização da fisioterapia, levando o paciente a relatar fadiga muscular e dor dorsal durante os exercícios.
Kleber recomendou continuidade no acompanhamento fisioterapêutico, com progressão controlada das cargas e estratégias para controle da dor e mobilidade. Além disso, a defesa informou que há indicação para que o ex-presidente realize uma cirurgia para tratar dores no ombro direito, após avaliação de um ortopedista que o visitou e prescreveu analgésicos. Os atendimentos médicos têm ocorrido na residência de Bolsonaro desde o dia 30 de março.


