Lêda Watson, uma das mais importantes gravuristas do Brasil, faleceu aos 93 anos no último domingo, dia 7 de junho. A notícia foi compartilhada nas redes sociais, mas a causa da morte não foi divulgada.
Natural dos Estados Unidos, Lêda Saldanha da Gama Watson passou sua juventude no Rio de Janeiro e formou-se em artes plásticas na Escola Nacional de Belas Artes, além de ter estudado na Ecole Nationale de Beaux Arts, em Paris, e na Universidade de Brasília (UnB). Sua especialização em gravura em metal a destacou no cenário artístico.
Ao longo de mais de 30 anos, Lêda foi professora de gravura em diversas universidades e museus tanto no Brasil quanto no exterior. Entre 1975 e 1987, ela fundou uma escola de gravura em seu ateliê, onde treinou novos artistas, contribuindo para a formação de 420 gravuristas que hoje atuam em diversas partes do mundo.
Como uma figura central na cultura de Brasília, Lêda também foi responsável pela criação do primeiro Museu de Arte da cidade e atuou como coordenadora de museus na Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Sua contribuição se estendeu à curadoria brasileira na X Bienal Internacional de Gravura de Valparaíso, no Chile.
Além de suas obras expostas no Museu Nacional de Brasília e na Biblioteca Nacional de Paris, Lêda Watson deixa um legado significativo na arte contemporânea brasileira, sendo lembrada por sua dedicação e influência na formação de novas gerações de artistas.



