No último sábado, 8, um helicóptero caiu no Rio de Janeiro, resultando na morte de quatro pessoas, incluindo três colombianas. Os familiares das vítimas souberam da fatalidade de maneira inesperada, por meio de informações encontradas na internet, enquanto aguardavam a aeronave retornar ao Aeroporto de Jacarepaguá para buscá-los. Victor Marique, um dos parentes, relatou a situação em entrevista ao Instituto Médico Legal (IMLG) na manhã de domingo, 9.
As vítimas, Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, haviam contratado um voo panorâmico pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP), que tinha duração prevista de cerca de 20 minutos. O grupo pagou R$ 2.550 pelo passeio e, devido à lotação, não conseguiram embarcar todos juntos. O helicóptero que transportava as três mulheres caiu, resultando na morte delas e do piloto.
Enquanto aguardavam a aeronave, os familiares começaram a se preocupar com a demora do retorno. “Passou uma hora e não tivemos uma resposta oficial. Buscando na internet detalhes sobre o acidente, pois começamos a receber informações e soubemos que era nossa família porque era o único voo, o mesmo horário, a mesma quantidade de pessoas, então já sabíamos que era eles”, contou Victor.
Laura, esposa de Victor, também estava presente e comentou sobre a situação angustiante que enfrentaram. “Vimos que elas não voltavam e continuavam saindo vários helicópteros. Saíam e voltavam. Eu sei porque duas famílias me pediram o favor de tirar uma foto. Iam e voltavam, iam e voltavam. E seguiram operando. E eles já sabiam do acidente”, afirmou.
Após o ocorrido, a defesa da Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP) declarou que, assim que a empresa tomou conhecimento do acidente, todos os voos foram suspensos imediatamente. As três colombianas estavam no último passeio com parte de sua família, que se mostrava ansiosa pelo retorno.
O helicóptero envolvido na tragédia era um modelo Robinson R44, conhecido por operar na modalidade doors off, que permite uma vista aberta durante o voo. Após a queda, a aeronave explodiu, causando um incêndio na vegetação próxima, que foi controlado por um grupo de 40 bombeiros, 11 viaturas e quatro unidades operacionais. A operação enfrentou dificuldades para acessar o local preciso do acidente, exigindo o uso de técnicas de corda e equipamentos de segurança.



