Atualmente, Maduro se encontra preso em Nova York, aguardando julgamento por acusações de tráfico de drogas, após ter sido deposto pelas forças armadas dos EUA em uma operação na Venezuela em janeiro. Durante seu governo, que se estendeu de 2013 a 2026, ele enfrentou diversas acusações de repressão para manter o poder.
A ação civil, protocolada em um tribunal federal no Brooklyn, argumenta que os assassinatos dos cinco jovens se inserem em um padrão de execuções sumárias característico do governo de Maduro. O processo descreve os métodos utilizados pelos agentes das Faes, que chegavam aos bairros das vítimas à noite, vestidos de preto e com os rostos cobertos, separando os homens de suas famílias antes de atirar neles.
Após os assassinatos, as autoridades costumavam criar versões de que as vítimas teriam “resistido à autoridade”. O documento judicial afirma que Maduro utilizou as Faes como um instrumento político e mecanismo de controle social, visando reprimir a dissidência, aterrorizar comunidades de baixa renda e eliminar a oposição política. De acordo com o processo, as Faes são amplamente vistas como um ‘esquadrão da morte’ ou ‘grupo de extermínio’.
Além disso, o processo ressalta que o Judiciário venezuelano tem falhado em responsabilizar os envolvidos nos assassinatos. As identidades das famílias estão sendo protegidas por motivos de segurança, e elas fundamentam sua ação na Lei de Proteção às Vítimas de Tortura dos Estados Unidos, buscando indenização financeira de Maduro.
Espera-se que Maduro solicite imunidade como chefe de Estado, conforme noticiado pelo The New York Times. Em sua defesa criminal, na qual também é acusado junto com sua esposa, Cilia Flores, Maduro se declarou um “prisioneiro de guerra” e negou as acusações, que incluem conspiração para importar cocaína e posse de armas.



