O fenômeno climático El Niño, que começou a ser sentido no Brasil em julho de 2026, está se intensificando e promete ter um impacto significativo nos próximos meses. De acordo com as últimas observações, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial continua a aumentar, e a possibilidade de um evento extremamente forte se torna cada vez mais real. Especialistas afirmam que o El Niño 2026/2027 pode ser um dos mais intensos registrados desde 1950, com chances de estabelecer novos recordes de calor na região.
Uma atualização divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, em 10 de agosto de 2026, confirmou que todos os critérios técnicos para a caracterização do El Niño estão sendo atendidos. Entre esses critérios, destaca-se a mudança nos ventos alísios e o aumento das áreas de precipitação na parte central do Oceano Pacífico Equatorial, que normalmente se concentram na região da Indonésia na ausência do fenômeno.
A principal característica que define a intensidade do El Niño é a temperatura da água na parte central e leste do Oceano Pacífico Equatorial, ao largo da costa do Peru e do Equador. Para que o fenômeno seja considerado ativo, a anomalia média da temperatura da superfície da água deve se manter pelo menos 0,5°C acima da média normal por cinco meses consecutivos. Recentemente, a NOAA reportou que essa anomalia estava em 1,8°C acima do normal, indicando um aquecimento significativo.
Os especialistas alertam que o fenômeno pode ser classificado como muito forte caso a média da temperatura no Oceano Pacífico Equatorial atinja 2°C ou mais nos próximos meses. O monitoramento contínuo será essencial para acompanhar essa evolução.
As previsões indicam que o pico do El Niño deve ocorrer entre a primavera e o início do verão de 2026/2027. A avaliação realizada em 5 de agosto de 2026 revelou uma probabilidade de 81% de que o fenômeno alcance uma intensidade muito forte.
Outro ponto que chama a atenção da comunidade meteorológica é a expectativa de que o El Niño 2026/2027 será um evento prolongado. Os padrões climáticos associados ao fenômeno devem persistir não apenas durante toda a primavera, mas também ao longo do verão, o que implica que os efeitos do fenômeno poderão ser sentidos no clima do Brasil e de outras regiões até o início do outono de 2027.



