O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL do Rio de Janeiro, declarou nesta quinta-feira (9) que está aberto ao diálogo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele afirmou que aguarda o momento em que ela decidirá se juntar à sua campanha, vestindo a camisa da candidatura. Em entrevista à CNN, Flávio expressou confiança de que Michelle compartilha de suas opiniões, enfatizando que a população não suportaria mais quatro anos de governo do PT.
Flávio fez essas declarações após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, vindo de uma viagem aos Estados Unidos. Durante sua estadia, participou de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), onde discutiu a investigação de práticas comerciais consideradas desleais adotadas pelo Brasil. A participação do senador foi avaliada por empresários e representantes do setor privado como “constrangedora” e “deslocada do ambiente técnico”.
A eventual participação de Michelle na campanha de Flávio ainda é incerta. No mês passado, ela divulgou um vídeo em que relatou ter sido “humilhada” por Flávio durante uma ligação telefônica. Michelle afirmou que o senador a tratou de forma ríspida e desrespeitosa, sugerindo que ela deveria ficar fora das decisões do partido, alegando que ela não tinha conhecimento sobre política.
A pesquisa Meio/Ideia revelou que a maioria dos brasileiros tomou conhecimento do vídeo: 33,5% acompanharam o caso e 24,1% ouviram sobre ele. Entre os que souberam das declarações de Michelle, 29% acreditam que são totalmente verdadeiras, enquanto 35% consideram que são mais verdadeiras do que falsas.
O distanciamento da ex-primeira-dama preocupa a pré-campanha de Flávio, que enfrenta desafios para conquistar o apoio do eleitorado feminino. Em uma eventual disputa de segundo turno contra Lula, do PT, o senador apresenta 34,2% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Lula alcança 50,4%, segundo os dados da pesquisa.



