O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, fez críticas à pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), a qual indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma vantagem em relação a ele em possíveis cenários para as eleições de 2026. Em sua conta na rede social X, o parlamentar expressou que o instituto deveria "ter vergonha" dos resultados apresentados e fez uma conexão entre a pesquisa e a proposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de implementar um selo de acurácia para as pesquisas eleitorais.
Na publicação, Flávio Bolsonaro elogiou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pela iniciativa e criticou o levantamento. Ele afirmou que a pesquisa reflete a suposta insatisfação do povo brasileiro com a atual administração, mencionando aspectos como o aumento dos preços dos alimentos e a violência no país. O senador expressou: "Ela deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado".
O levantamento em questão revela uma diferença de oito pontos percentuais a favor de Lula em um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro, além de indicar que o atual presidente venceria também em um cenário de primeiro turno.
A proposta de selo de acurácia mencionada por Flávio Bolsonaro foi apresentada na terça-feira (14) pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, durante uma reunião com representantes de 19 institutos de pesquisa. A ideia é criar um reconhecimento para os institutos que apresentarem projeções mais próximas dos resultados oficiais das eleições.
Essa premiação será concedida pelo TSE às empresas que realizam pesquisas em âmbito nacional, enquanto os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) terão a responsabilidade de avaliar as pesquisas relacionadas às eleições estaduais e distritais. O Ministro Nunes Marques destacou que essa iniciativa visa promover a melhoria contínua da qualidade metodológica das pesquisas, além de incentivar o cumprimento das normas de registro e divulgação dos dados.
A proposta surgiu após o veto de Nunes Marques à divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel, que indicava, pela primeira vez, uma queda na performance eleitoral de Flávio Bolsonaro, após a revelação do caso Dark Horse.



