O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República pelo PL do Rio de Janeiro, declarou nesta sexta-feira, 15, que as recentes críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, dificultam a possibilidade de uma chapa conjunta para as eleições presidenciais. A afirmação surge em um contexto de repercussão de áudios e mensagens que foram divulgados pelo Intercept Brasil, os quais envolvem Flávio e o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os diálogos revelam negociações para um aporte de aproximadamente R$ 134 milhões, destinado ao financiamento do filme "Dark Horse", uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirmou que houve tratativas, mas negou ter oferecido qualquer vantagem em troca do investimento. Em entrevista à CNN Brasil, ele comentou sobre a relação política com Zema, afirmando que, devido aos eventos recentes, a formação de uma chapa com o ex-governador seria inviável.
"Se o Zema quiser voltar a me ajudar nessa missão, vai ser muito bem-vindo. Ele está colocado como pré-candidato à Presidência da República e estou colocado como pré-candidato à Presidência da República pelo meu partido. Lá na frente, a gente vai ver. É óbvio que, em função do que aconteceu, fica inviável ter uma chapa Flávio presidente e Zema vice", disse Flávio.
Além disso, Flávio Bolsonaro criticou Zema por ter se precipitado ao atacar publicamente sem ouvir sua versão sobre o caso. "Ele não me deu nem a oportunidade de falar o que era. Ele já partiu para dentro de um estúdio para gravar um vídeo e se aproveitar eleitoralmente disso. Acho que foi um equívoco", declarou. O senador ressaltou que tentou contatar Zema para esclarecer a situação e considerou injusto o que foi feito.
Flávio ainda mencionou que Zema é "novo na política" e que ele precisa ter a responsabilidade de "livrar o Brasil do PT". Em resposta, Romeu Zema publicou um vídeo nas redes sociais onde criticou o senador, chamando o conteúdo divulgado pelo Intercept Brasil de "um tapa na cara de todos os brasileiros". O ex-governador mineiro afirmou que não faz sentido criticar as práticas do governo Lula e do PT, enquanto age de maneira semelhante.
Essas trocas de acusações e posicionamentos mostram um cenário tenso entre os pré-candidatos, que, apesar de estarem em partidos diferentes, têm objetivos políticos que podem se chocar conforme as eleições se aproximam.



