Flávio Bolsonaro não compareceu a um evento do Grupo Lide, organizado por João Doria, onde já estava escalado como palestrante. Sua decisão foi considerada uma postura de higiene moral em um ambiente que, segundo análises, promove uma convescote entre empresários e autoridades.
O Lide, mais do que um espaço de empreendedorismo, é visto como um local onde se discute o poder discricionário do Estado. Entre as figuras presentes, estão nomes como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que têm sido protagonistas na dissolução das fronteiras entre julgar e governar.
A ausência de Flávio é também um recado no contexto político atual. A presença em certos eventos pode ser interpretada como um gesto de condescendência ou cumplicidade com práticas que ele se opõe, especialmente considerando a prisão e tortura do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai.
Nesse sentido, a recusa de Flávio Bolsonaro em participar do evento se destaca como um ato político importante, onde dizer “não” se transforma em uma demonstração de lucidez em meio a um cenário político desafiador.


