A campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, está focada em utilizar os resultados da pesquisa BTG-Nexus, divulgada no dia 3 de setembro, como um trunfo para fortalecer as negociações de alianças antes do encerramento das convenções partidárias. A estratégia da equipe é que o desempenho do candidato possa facilitar a ampliação da coligação na fase final do processo eleitoral.
Flávio deve manter um perfil recluso até o dia 5 de setembro, data que marca o término do prazo para a realização das convenções e formalização das alianças. Ele tem adiado compromissos, uma vez que ainda não obteve apoio de nenhum partido até o momento. O Podemos, por sua vez, deve decidir nesta segunda-feira se irá apoiar a candidatura de Flávio. A campanha também mantém conversas com os Republicanos e Progressistas, apesar do PP já ter declarado que permanecerá neutro na disputa.
As opções para a vice na chapa de Flávio estão sendo avaliadas internamente, com a ex-ministra Tereza Cristina (PP), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos) entre as candidatas. Renata Abreu é vista como a principal aposta, com a intenção de evitar uma chapa puro-sangue.
A estratégia da campanha é usar o bom desempenho nas pesquisas como argumento nas negociações. A expectativa é que uma aliança firmada antes do encerramento das convenções tenha um peso político maior do que um apoio apenas no segundo turno.
No levantamento da BTG-Nexus, Flávio aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um possível segundo turno, com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Na pesquisa anterior, os números eram de 43% para Flávio e 47% para Lula. No cenário do primeiro turno, o senador também figura em empate técnico, com 37% das intenções de voto, enquanto Lula apresenta 41%. Os percentuais anteriores eram de 33% para Flávio e 42% para o presidente, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Auxiliares da campanha apontam que Lula estaria próximo de seu teto eleitoral, dada sua alta visibilidade e rejeição. No caso de Flávio, a análise interna sugere que, mesmo carregando o sobrenome Bolsonaro, há espaço para crescimento à medida que a campanha avance e que seu nome se torne mais conhecido entre os eleitores. A avaliação é corroborada pelo desempenho nas pesquisas espontâneas, que indicam um potencial aumento de apoio.



