O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, apresentou um conjunto abrangente de 15 propostas voltadas para a reforma do Judiciário. As medidas propostas englobam aspectos como procedimentos processuais, organização dos tribunais, fiscalização das carreiras jurídicas e a implementação de tecnologia, com o intuito de otimizar a tramitação de processos e o funcionamento do sistema judiciário.
Dentre os principais pontos, destaca-se a introdução de novos critérios para o acesso a recursos nos tribunais superiores, especialmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa ação tem como objetivo a diminuição do número de ações e a aceleração dos julgamentos, o que pode trazer maior celeridade aos processos em instâncias superiores.
Outra proposta relevante é a definição de critérios mais rigorosos para a expedição de precatórios, assim como para a cessão desses créditos a empresas e fundos. Essa medida visa prevenir pagamentos considerados irregulares, aumentando a responsabilidade na gestão financeira do Judiciário.
Adicionalmente, a reforma sugere a criação de instâncias especializadas em todos os tribunais, focadas no julgamento de processos relacionados a crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual e atos de improbidade administrativa. O intuito é garantir que esses casos tenham um trâmite mais ágil, refletindo a urgência que muitas vezes esses crimes demandam.
A proposta também prevê um rito específico para a análise judicial das decisões de agências reguladoras, buscando proporcionar maior previsibilidade em disputas que tenham impacto econômico significativo. No âmbito penal, a reforma sugere uma revisão das normas que tratam dos crimes contra a administração da Justiça, incluindo penalidades mais severas para aqueles que atuam dentro do sistema, como juízes, promotores e advogados.
Ainda na proposta, há a previsão de regras para julgamentos disciplinares conjuntos, quando houver a participação de diferentes carreiras em uma mesma infração administrativa. No contexto da Justiça Eleitoral, as diretrizes visam agilizar a tramitação de processos, evitando prolongamentos que possam comprometer a segurança jurídica nas disputas políticas.


