A Fórmula 1 anunciou modificações significativas em seu regulamento para a temporada de 2026, após um período de debates que incluiu a participação de pilotos, equipes e fornecedores de motores. O processo de revisão foi marcado por três reuniões ao longo do mês, realizadas nos dias 15, 16 e 20 de abril. As novas diretrizes começam a ser aplicadas no próximo Grande Prêmio de Miami, programado para o dia 3 de maio.
De acordo com a FIA, as mudanças surgiram a partir de um levantamento de dados coletados nas três primeiras corridas do calendário, que ocorreram na Austrália, China e Japão. As alterações foram agrupadas em quatro áreas principais: classificação, segurança, consistência nas corridas e competições sob chuva. Essas medidas têm como objetivo abordar a insatisfação expressa tanto por pilotos quanto por fãs em relação à artificialidade das ultrapassagens.
Um dos pontos críticos que motivou as mudanças foi a gestão da energia nos carros, que, devido ao novo motor 50% elétrico, limitava a velocidade e a intensidade das disputas. Em diversas situações, as ultrapassagens eram influenciadas pela recarga de energia, resultando em um padrão de reultrapassagens que não agradava os competidores. As novas regras visam eliminar esse efeito, proporcionando uma experiência de corrida mais dinâmica e envolvente.
Entre as principais alterações, destaca-se a revisão nos parâmetros de gerenciamento de energia, que inclui a redução do limite máximo de recarga de 8 MJ para 7 MJ. Essa mudança busca evitar a captação excessiva de energia e incentivar uma condução mais constante. Além disso, a duração do superclipping será diminuída para um intervalo de dois a quatro segundos por volta.
Outra alteração relevante é a introdução de um sistema de alerta visual, que ativará luzes intermitentes nos carros em situações específicas, avisando pilotos que vêm atrás. A FIA também implementará a reinicialização do contador de energia no início da volta de formação, corrigindo inconsistências anteriores. Para melhorar o desempenho em pistas molhadas, as temperaturas dos cobertores térmicos dos pneus intermediários foram aumentadas, atendendo a sugestões dos pilotos.
As mudanças relativas às condições de chuva passarão por mais testes antes de serem aplicadas, enquanto as demais já têm data para início. A ativação máxima do ERS será limitada, o que deve facilitar o controle dos carros em situações de baixa aderência, além de simplificar os sistemas de luzes traseiras para garantir melhor visibilidade nas corridas. As propostas finais serão submetidas a uma votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA antes da implementação definitiva das novas regras.



