Uma forte massa de ar frio, impulsionada por um ciclone extratropical em alto-mar, está alterando a previsão do tempo em várias regiões do Brasil nesta semana. O fenômeno é responsável por quedas significativas nas temperaturas, especialmente no Sul do país, onde as marcas negativas e a formação de geada são esperadas. Enquanto isso, as demais áreas enfrentam um período de transição, com pancadas de chuva, clima seco e calor.
Na Região Sul, as primeiras horas da quarta-feira (17) foram marcadas por temperaturas baixas, favorecendo a formação de geada em todo o Rio Grande do Sul e em áreas do oeste de Santa Catarina e no sul do Paraná. Apesar do amanhecer gelado, com possibilidade de temperaturas negativas nas regiões serranas, a previsão indica um dia com sol predominando entre poucas nuvens, sem expectativa de chuvas nos três estados.
Em contraste, o Sudeste passa por uma fase de transição, com o enfraquecimento das instabilidades. A nebulosidade ainda é predominante durante a manhã em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Avisos de chuvas de intensidade moderada a forte foram emitidos para o litoral paulista, o estado fluminense e o Espírito Santo, onde há riscos de temporais isolados.
O Centro-Oeste também observa a diminuição das chuvas, com tempo firme predominando na maior parte da região. No entanto, o transporte de umidade mantém a possibilidade de pancadas isoladas de fraca a moderada intensidade no Distrito Federal, no norte e leste de Goiás e em algumas áreas de Mato Grosso, incluindo Cuiabá. As temperaturas se tornam mais amenas no sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul devido à circulação de ventos frios que vêm do Sul, enquanto o norte goiano experimenta uma queda na umidade relativa do ar, que pode atingir níveis inferiores a 30%.
Na Região Nordeste, o quadro é dividido entre um interior seco e um litoral instável. Uma massa de ar seco dificulta a formação de nuvens e resulta em umidade baixa no sul do Maranhão, sul do Piauí e no norte e oeste da Bahia. Por outro lado, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) altera as condições na faixa litorânea, onde Ceará, Piauí e Maranhão enfrentam pancadas de chuva com intensidade variável, com acumulados mais significativos entre as capitais São Luís e Fortaleza.
Por fim, a Região Norte apresenta um cenário de abafamento e alta instabilidade. A combinação de calor e umidade gera uma alta probabilidade de pancadas de chuva com trovoadas isoladas entre a tarde e a noite na maior parte da Amazônia. No restante da região, o estado de Tocantins e o sudeste do Pará têm um tempo, em geral, firme e ensolarado, levando a um aumento nas temperaturas máximas e intensificando o calor.



