O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que "não há motivos" para o alerta de greve de caminhoneiros em razão do aumento do preço do diesel. Durante um evento em homenagem ao ex-ministro José Dirceu, Alckmin destacou que o governo adotou medidas para minimizar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.
Ele mencionou a isenção de tributos federais como PIS e Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios para reduzir o impacto dos preços. Alckmin enfatizou que, embora não seja possível parar a guerra, é possível atenuar suas consequências sobre a economia brasileira.
Apesar das declarações do vice-presidente, caminhoneiros de diversas regiões do país manifestaram a intenção de realizar uma paralisação nacional. Essa insatisfação é ligada à escalada do preço do diesel e à percepção de que as medidas adotadas não são suficientes.
Na última assembleia, realizada no Porto de Santos, lideranças do setor aprovaram a mobilização, embora ainda não haja uma data definida para o início da greve. A possibilidade de uma paralisação impactou o mercado brasileiro, aumentando a instabilidade em um momento crítico para a decisão sobre os juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.

