O presidente do PSD, Gilberto Kassab, se pronunciou em um encontro realizado na quinta-feira (13) no Iate Clube de Santos, em Higienópolis, São Paulo, sobre a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Kassab declarou que a chance de Flávio ser eleito é "zero", afirmando que o senador está sendo "preservado" das críticas que poderá enfrentar assim que a campanha oficial se inicie no domingo (16).
Durante a reunião, Kassab ressaltou que a pesquisa atual é tendenciosa, pois não reflete o impacto das críticas que Flávio deve sofrer durante o período eleitoral. "Na hora que o PT mostrar quem é o Flávio e as pessoas que estão no entorno dele, ele vai desabar", afirmou o presidente do PSD.
O dirigente também comentou sobre a postura dos partidos do Centrão, que, segundo ele, embora tenham declarado neutralidade, na prática estão apoiando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab afirmou que os partidos não estão apoiando a candidatura de Caiado, mas sim se alinhando com Lula, destacando que "Caiado não é a terceira via, é a alternativa".
Kassab comemorou a ausência de candidaturas lançadas pelo Centrão, o que, segundo ele, evita que essas siglas ajudem Flávio Bolsonaro em sua campanha. Ele observou que o tempo de propaganda eleitoral de Caiado aumentou de 50 segundos para 2 minutos e 20 segundos, o que considerou uma significativa vantagem.
O evento, que reuniu cerca de 200 pessoas, foi organizado por Kassab e pelo ex-ministro Andrea Matarazzo (PSD). Os empresários presentes demonstraram ceticismo em relação à candidatura de Flávio, buscando alternativas para o cenário eleitoral. A plateia era composta por representantes do agronegócio, setores financeiro, industrial e de mineração, incluindo nomes como Luiz Carlos Trabuco Cappi, Jovelino Mineiro, Shiro Nishimura, Narcisa Tamborindeguy e Regina Esteves.
Caiado foi aplaudido ao criticar o PT, afirmando que é conivente com o narcotráfico e que tomará medidas contra feminicídios. Ele também propôs reformas administrativa e política, defendendo a implementação do voto distrital misto e a revisão da reforma trabalhista aprovada na gestão de Michel Temer (MDB). O candidato criticou Lula e Flávio por não participarem de debates e sugeriu que a ausência em tais eventos poderia resultar na negação do registro da candidatura.



