Gilberto Kassab, atual presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), confirmou sua candidatura ao cargo de vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, que será o candidato da legenda nas eleições de 2026. Aos 66 anos, Kassab é uma figura proeminente na política brasileira, tendo uma trajetória que abrange mais de 30 anos. Inicialmente, não havia a expectativa de que ele concorresse na próxima eleição, mas sua inclusão na chapa se dá em um contexto onde as candidaturas de direita têm enfrentado dificuldades para formar alianças em nível nacional.
A confirmação da candidatura de Kassab ocorreu em 1º de julho, quando Caiado anunciou a formação da chapa pura do PSD. Essa decisão marca um passo significativo na estratégia eleitoral do partido, que busca fortalecer sua posição no cenário político, especialmente após os desafios enfrentados nas últimas eleições.
Natural de São Paulo, Kassab nasceu em 12 de agosto de 1960 e é o quinto filho do ex-diretor do Colégio Liceu Pasteur Pedro Kassab e de Yacy Palermo. Ele não é casado e não possui filhos. Sua vida pessoal foi alvo de críticas durante a campanha da ex-senadora Marta Suplicy em 2008, mas isso não impediu seu avanço na carreira política. Formado em engenharia civil e economia, Kassab iniciou sua vida pública aos 25 anos, participando de diretórios acadêmicos e da campanha de Guilherme Afif Domingos a deputado federal constituinte em 1986.
Kassab também atuou como coordenador de campanha de Afif na corrida presidencial de 1989, onde o candidato recebeu 3.272.520 votos, terminando em sexto lugar. Em 1992, o político ingressou na sua primeira eleição pelo extinto Partido Liberal (PL), garantindo uma vaga na Câmara de Vereadores de São Paulo. Dois anos depois, foi eleito para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e, posteriormente, assumiu a Secretaria de Planejamento da prefeitura, onde elaborou o Plano Diretor da capital.
Em 1998, Kassab foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo Partido da Frente Liberal (PFL), que mais tarde se tornou o Democratas (DEM). Após a fusão do DEM com o Partido Social Liberal (PSL), Kassab optou por deixar a legenda e, em março de 2011, fundou o PSD, em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, que esteve à frente do país de 1902 a 1976. O PSD rapidamente se destacou nas eleições de 2012, tornando-se o quarto maior partido em número de prefeituras, ao vencer em 497 municípios, incluindo Florianópolis.
Com o crescimento do partido, Kassab apoiou a reeleição de Dilma Rousseff em 2014, levando o PSD a fazer parte da base aliada até o impeachment da presidente. O partido voltou a se destacar nas eleições municipais de 2024, quando elegeu o maior número de prefeitos, marcando um momento inédito, já que foi a primeira vez desde a redemocratização que o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não conquistou a maior quantidade de prefeituras.



