O governo federal, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, optou por não avançar com a participação da Caixa Econômica Federal no setor de apostas online, pelo menos até 2026. Essa decisão, que ocorre em um contexto eleitoral, é parte de uma estratégia política que busca limitar o crescimento das casas de apostas no Brasil. Lula já havia manifestado anteriormente sua posição contrária a esse tipo de atividade, afirmando que, se dependesse dele, as bets seriam fechadas.
A análise do governo aponta que a expansão das apostas esportivas pode estar contribuindo para o aumento do endividamento entre as famílias brasileiras. Essa situação pode interferir em medidas populares pretendidas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e a proposta de fim da jornada de trabalho 6×1, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.
Além das implicações econômicas, a questão das apostas esportivas também se tornou um tema de relevância política para 2026. O discurso contrário às bets pode ressoar com eleitores conservadores e segmentos do eleitorado evangélico. Em resposta a essa situação, o PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou na Câmara um projeto de lei que visa proibir as apostas no Brasil.
Com a orientação do governo, a Caixa Econômica Federal não deve ingressar no setor de apostas neste ano. Embora a estatal esteja habilitada para operar nesse mercado e já tenha investido cerca de R$ 30 milhões para obter uma autorização provisória, a participação da Caixa está suspensa até 2026. Essa autorização é válida até 2029 e inclui registros feitos junto ao Ministério da Fazenda em 2024.
Defensores da inclusão da Caixa no mercado de apostas argumentam que a instituição poderia promover uma abordagem mais responsável no setor, além de direcionar recursos para políticas públicas, algo que não é feito pelas empresas privadas do ramo. Em resposta a esse debate, a estatal afirmou que está sempre avaliando, de forma responsável e alinhada ao ambiente regulatório, as oportunidades de atuação no mercado de apostas.


