Os programas e linhas de crédito adotados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 já acumulam um total de R$ 256,9 bilhões. O Executivo federal afirma que essas ações têm como objetivo estimular a atividade econômica sem prejudicar as metas fiscais estabelecidas.
Uma análise divulgada pela emissora CNN reúne diversas iniciativas criadas ou ampliadas neste ano eleitoral. Dentre elas, estão ações voltadas para mitigar os impactos do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre os exportadores, além de subsídios destinados a combustíveis e a expansão de programas sociais.
Entre as despesas extraordinárias, destaca-se um pacote avaliado em R$ 16 bilhões para conter a alta dos combustíveis em decorrência do conflito no Oriente Médio. Também são considerados R$ 15 bilhões em apoio a empresas exportadoras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A ampliação de programas sociais, como o Gás do Povo, e medidas que aumentam a oferta de crédito para consumidores e empresas, como o saque complementar do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para trabalhadores que optam pelo saque-aniversário, fazem parte do levantamento. Outras iniciativas de grande impacto financeiro incluem a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, com um custo estimado em R$ 31 bilhões, e o programa Move Motoristas, que destina R$ 30 bilhões em financiamentos para taxistas e motoristas de aplicativos.
Além disso, o levantamento inclui o Crédito do Trabalhador, que já liberou R$ 22,9 bilhões em empréstimos consignados ao setor privado, e um novo modelo de crédito imobiliário, que soma R$ 22,3 bilhões. O programa Move Brasil, voltado para caminhões e ônibus, representa R$ 21,2 bilhões, enquanto o Plano Brasil Soberano 2.0, destinado a exportadores, tem um custo de R$ 15 bilhões. Outras iniciativas, como a Reforma Casa Brasil e o Desenrola 2.0, somam R$ 12,9 bilhões e R$ 12,2 bilhões, respectivamente, além do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que recebe R$ 11 bilhões.
A análise também evidencia que muitas dessas iniciativas são classificadas como despesas financeiras ou extraorçamentárias, o que não compromete o cumprimento das metas fiscais. Em nota, o Ministério do Planejamento afirmou que as iniciativas possuem base legal, estão previstas no Orçamento e, por serem de natureza financeira, não afetam o resultado primário nem o limite aplicável às despesas primárias.



