Integrantes do governo na CPMI do INSS alegam fraude na votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e do Banco Master. Eles planejam protocolar a anulação da votação nesta quinta-feira (26). Após o anúncio do resultado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, houve confusão no colegiado, resultando na interrupção da sessão.
Os governistas se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na Residência Oficial, solicitando a reversão do resultado. O gabinete da presidência do Senado confirmou a reunião e a alegação de fraude apresentada pelos parlamentares. O presidente analisará o pedido junto à advocacia do Senado antes de emitir uma posição.
A bancada governista afirma que, durante a votação simbólica, 21 congressistas estavam presentes, mas a contagem visual indicou que 14 se manifestaram pela rejeição. Viana argumentou que apenas sete dos que se manifestaram eram titulares, o que não seria suficiente para vencer a votação. A senadora Soraya Thronicke afirmou que a situação é uma fraude e que o presidente da CPMI está cometendo um delito.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado, expressou a expectativa de que Alcolumbre se pronuncie rapidamente antes que os documentos da quebra de sigilo sejam acessados. Ele criticou Viana por não pautar requerimentos favoráveis ao governo e destacou que, durante a votação, o governo tinha maioria com 14 membros contra sete da oposição.

