O Grupo Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas em todo o Brasil entre os dias 13 e 14 de agosto de 2026, o que representa 28,7% do total de suas unidades em funcionamento. Essa medida faz parte de um plano emergencial de contenção de despesas, cujos detalhes serão divulgados ao mercado nos próximos dias.
As demissões em massa são uma consequência direta dessa reestruturação. De acordo com informações, cerca de 600 funcionários foram desligados já na quinta-feira, e a previsão é de que entre 1,3 mil e 1,4 mil demissões ocorram na sexta-feira, totalizando até 3 mil cortes. Muitos trabalhadores encontraram as lojas fechadas ao chegarem para seus turnos.
Esta reestruturação se intensifica um processo que já estava em andamento. Nos 12 meses que se encerraram em março, a empresa havia fechado 26 lojas, sendo 12 da marca Casas Bahia e 14 do Pontofrio, um ritmo de fechamento bem mais lento em comparação ao atual.
Em comunicado dirigido a investidores, o grupo justificou a necessidade de reestruturação pela situação macroeconômica e pela condição financeira da empresa. Entre os fatores destacados estão o alto nível de endividamento da população, que impacta o poder de compra, e uma série de prejuízos consecutivos. Somente no primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou perdas de quase R$ 1,1 bilhão, após acumular cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos ao longo de 2025.
O Grupo Casas Bahia, que também é responsável pelas marcas Pontofrio e pelo site de e-commerce Extra.com.br, além do serviço financeiro Casas Bahia Pay e da fabricante de móveis Bartira, está em processo de recuperação extrajudicial desde 2024. A empresa tenta renegociar aproximadamente R$ 4 bilhões em dívidas com seus credores.
A divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, que estava programada para o dia 12 de agosto, foi adiada para o dia 14, a fim de que a companhia pudesse concluir as etapas necessárias da reestruturação antes da apresentação dos resultados.



