O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou-se nesta quinta-feira, 16, contra a decisão do governo dos Estados Unidos de instituir novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em comunicado oficial, Motta descreveu a ação como uma "agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira" e afirmou que a Câmara irá monitorar os desdobramentos relacionados ao tarifaço.
A confirmação dessa medida ocorreu na quarta-feira, 15, através do chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer. O governo norte-americano justificou a imposição das tarifas com base em uma investigação que apontou práticas comerciais que teriam sido consideradas desleais por parte do Brasil.
Em sua nota, Hugo Motta destacou que a Lei da Reciprocidade Econômica, que foi aprovada pelo Congresso, serve como um "instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais". Essa legislação permite que o governo brasileiro tome medidas de retaliação contra sanções econômicas impostas por outros países, incluindo o aumento de tarifas sobre importações e a suspensão de benefícios comerciais, desde que sejam seguidos os procedimentos legais estabelecidos.
O presidente da Câmara também enfatizou que o Parlamento brasileiro é favorável a um diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas se opõe ao uso de barreiras comerciais como forma de ingerência ou pressão política. Na comunicação, ele ressaltou que as tarifas impostas "prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país". Motta ainda afirmou que "não há justificativa técnica ou comercial que legitime" o tarifaço.
Essa manifestação da Câmara se alinha à nota divulgada pelo governo federal no mesmo dia, 15. O Executivo também repudiou a decisão dos Estados Unidos e anunciou a intenção de ativar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, reiterando que não existem justificativas para a imposição das tarifas.



