A inflação oficial do país voltou a acelerar em janeiro e se aproximou do limite máximo estabelecido pelo Governo Federal para este ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses chegou a 4,44%, ficando perto do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.
Isso significa que, em média, produtos e serviços ficaram um pouco mais caros no início do ano, principalmente por causa do aumento dos combustíveis e dos gastos com transporte e comunicação. Com esse resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses voltou a crescer e chegou a 4,44%, após três meses seguidos de desaceleração.
Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes foi o que mais pesou no bolso do consumidor, com alta de 0,6% e impacto de 0,12 ponto percentual no índice geral. O principal responsável foi a gasolina, que subiu 2,06% e teve o maior impacto individual no resultado do mês. Também ficaram mais caros o etanol (3,44%), o óleo diesel (0,52%) e o gás veicular (0,20%).
Ainda dentro do grupo, houve aumento de 1,87% nas passagens de metrô. O reajuste foi influenciado, principalmente, pela elevação das tarifas em Brasília e em São Paulo, onde os preços passaram por atualização no início de janeiro.

