Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta segunda-feira (20) o inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionado à chamada "Abin paralela". Essa decisão foi tomada em consonância com o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou que as ações de Bolsonaro já haviam sido objeto de análise em outro processo, o que resultou em condenações.
A expressão "Abin paralela" refere-se a um suposto grupo clandestino que operava dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Jair Bolsonaro. A investigação começou após uma reportagem do jornal "O Globo", publicada em 14 de março de 2023, que revelou que a Abin confirmou a existência de um programa secreto que monitorava alvos durante o governo do ex-presidente.
Em 23 de janeiro de 2025, a Polícia Federal (PF) havia enviado um relatório detalhando as diligências realizadas até então. Neste documento, a PF solicitou um prazo adicional para concluir as investigações, incluindo a realização de perícias criminais e as oitivas que haviam sido aprovadas por Moraes em 4 de fevereiro do mesmo ano.
A decisão de arquivamento do inquérito representa um desdobramento significativo nas investigações que envolvem a atuação da Abin e seu papel durante a administração de Bolsonaro. O caso suscitou amplos debates sobre a legalidade e a ética das práticas de espionagem no contexto político brasileiro.
Esse arquivamento pode ter implicações relevantes no cenário político, considerando que a conduta de Bolsonaro já foi amplamente discutida em outros processos, o que levanta questionamentos sobre a continuidade de investigações semelhantes no futuro. A atuação do STF e da PGR permanece sob análise, especialmente em casos que envolvem figuras públicas de destaque como o ex-presidente.



