Na noite deste domingo (20), o escritório do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, foi alvo de uma invasão. A ação criminosa ocorreu por volta das 21h, quando vizinhos perceberam a movimentação suspeita e acionaram a Polícia Militar.
Os policiais chegaram ao local e, durante as buscas, apreenderam documentos e um celular, mas até o momento, não há registro de suspeitos identificados. Um aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi a subtração do HD que armazenava as imagens das câmeras de segurança do escritório. A polícia agora se empenha em descobrir a identidade dos invasores e o real motivo da invasão.
Entre as investigações, uma linha de apuração considera a possibilidade de que o crime esteja relacionado à prisão de Milton Leite, que ocorreu na última quinta-feira (17) durante a Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil de São Paulo em colaboração com o Ministério Público. Essa operação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da cidade.
Milton Leite se entregou à polícia na sexta-feira (18), após mais de 24 horas em local incerto, em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. No dia seguinte, ele passou por audiência de custódia, onde a Justiça decidiu pela manutenção de sua prisão temporária. Informações indicam que não foram encontradas irregularidades na execução do mandado de prisão.
A investigação também incluiu diligências em Sorocaba, onde policiais foram à residência de um assessor ligado ao filho de Milton Leite, que é deputado. Documentos obtidos na operação apontam que o ex-vereador seria o “dono de fato” da Transwolff, uma empresa de ônibus já investigada anteriormente por supostas ligações com o PCC, na Operação Fim da Linha.
A defesa de Milton Leite refuta as alegações, afirmando que ele nunca teve participação societária na Transwolff e que não exerceu qualquer controle sobre a gestão da empresa. Com a recente invasão, a Polícia Civil deverá proceder com a análise dos documentos e do celular apreendidos, além de tentar recuperar informações que possam auxiliar na identificação dos responsáveis pela ação criminosa.



