A reação de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino à CPMI do INSS expõe a defesa dos interesses de magistrados, desafiando a ideia de proteção das instituições democráticas. O apoio a ladrões de aposentados é visto como um desdobramento do Inquérito das Fake News, que, embora apresentado como salvaguarda do Estado de Direito, visa a autoproteção de juízes e seus familiares.
A abertura do Inquérito das Fake News ocorreu em um contexto de investigações que envolviam figuras proeminentes, refletindo a resistência do Judiciário a investigações externas. Mendes, ao lidar com a apuração da Receita Federal sobre seu patrimônio, não tratou o assunto com a normalidade exigida, mas sim com indignação, denunciando abusos e levantando suspeitas sobre os mecanismos de fiscalização.
O Inquérito das Fake News é caracterizado como um AI-5 da juristocracia, estabelecendo um estado de exceção sob a justificativa de proteção institucional. A atuação da Suprema Corte em obstruir investigações de corrupção evidencia o desvio da função judicial, demonstrando que a proteção institucional pode se transformar em autopreservação.
A questão central sobre quem pode investigar aqueles que detêm o poder de investigar, acusar e julgar permanece sem resposta. Enquanto essa indagação não for clara, mecanismos criados em nome da proteção tendem a se desvirtuar, e o Inquérito das Fake News exemplifica esse fenômeno, com Gilmar Mendes representando essa problemática.

