A Polícia Federal (PF) está avaliando a possibilidade de solicitar a federalização das investigações relacionadas ao filme Dark Horse, que examina possíveis irregularidades no financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. O caso, que atualmente é conduzido pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP), sob a supervisão de Tarcísio de Freitas, pode ser transferido para o âmbito nacional, permitindo que a PF assuma a totalidade da investigação.
A apuração do caso ocorre em duas frentes, sendo uma delas sob a análise do Supremo Tribunal Federal (STF), onde um processo tramita em sigilo sob a responsabilidade do ministro Flávio Dino. As investigações levantam a suspeita de que emendas parlamentares do PL foram direcionadas a entidades geridas pela empresária Karina Gama, que é a responsável pela produtora Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse.
A outra linha de investigação está sob a alçada da PCSP, que investiga a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Gama. Essa entidade é acusada de ter fraudado um contrato de 108 milhões de reais com a prefeitura de São Paulo, destinado à instalação de uma rede wi-fi em comunidades da cidade.
Os investigadores da PF já estão analisando os documentos e dados coletados pela Polícia Civil, incluindo mídias apreendidas com a empresária e a ONG. A autorização para o acesso a essas informações foi concedida pelo ministro Flávio Dino.
A estratégia da PF, após a análise dos dados, é avaliar, em um momento oportuno, a possibilidade de remeter o caso ao STF. Isso pode ser feito de duas maneiras: uma delas seria solicitar a federalização, que requer o aval da Procuradoria Geral da República e posterior análise pelo Superior Tribunal de Justiça. A outra alternativa, considerada mais simples, seria alegar foro competente, uma vez que a investigação envolve emendas parlamentares e deputados federais, que possuem foro privilegiado, levando o caso ao Supremo.



