A Polícia Civil, em conjunto com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), iniciou uma investigação para apurar uma grave denúncia sobre um plano de violência sexual que envolve um grupo de estudantes. Conforme informações do Diretório Acadêmico Nilo Cairo, pertencente ao curso de Medicina, os suspeitos estariam utilizando aplicativos de mensagens para organizar uma espécie de "bolão", onde apostavam dinheiro para ver quem conseguiria estuprar vítimas específicas.
A situação se tornou pública após uma acadêmica relatar que vem sofrendo perseguições e ameaças constantes, com o ataque contra ela previsto para ocorrer nos próximos dias. A gravidade do caso gerou preocupação entre a comunidade acadêmica, especialmente porque as conversas vazadas sugerem que as potenciais vítimas não se limitam apenas a alunas do curso de Medicina, mas podem incluir mulheres de outros cursos e até pessoas que não estão matriculadas na instituição.
Relatos indicam que a principal vítima foi seguida em diversos locais, como o Centro Politécnico, a Reitoria e em festas universitárias. Em resposta ao cenário alarmante, o Diretório Acadêmico Nilo Cairo emitiu um alerta vermelho, orientando que as mulheres evitem andar sozinhas pelos campi da universidade.
Além disso, o diretório solicitou que os homens que frequentam a universidade sejam vigilantes e denunciem qualquer comportamento suspeito que observarem em seus círculos sociais. Essa mobilização é uma tentativa de aumentar a segurança e proteger as alunas diante da situação que se apresenta como uma ameaça real e iminente.
As investigações estão em andamento, e a polícia trabalha para identificar os envolvidos e garantir a proteção das vítimas. A UFPR também se compromete a apoiar a segurança das alunas e a colaborar com as autoridades para que os responsáveis sejam responsabilizados por suas ações.



