O iFood revelou, em 16 de setembro, que pretende investir R$ 24 bilhões no Brasil até março de 2027. Esse montante representa um aumento de 41% em relação ao ciclo anterior e abrange iniciativas em restaurantes, novas categorias de varejo, tecnologia e serviços financeiros.
De acordo com a empresa, mais de R$ 2 bilhões desse total serão direcionados para inovação e tecnologia, incluindo o uso de inteligência artificial. O plano não se limita a entregas de supermercado e farmácia, abrangendo diversas frentes de atuação.
Diego Barreto, presidente-executivo do iFood, declarou que R$ 5 bilhões serão alocados para o iFood Pago, focando principalmente na oferta de crédito. Além disso, R$ 1 bilhão será destinado ao segmento de benefícios. Barreto também mencionou que cerca de 30% do faturamento já provém de operações além da entrega de alimentos, com a expectativa de que esse percentual alcance 50% em até dois anos.
Por sua vez, a Rappi também está apostando na expansão de suas operações no varejo. Em entrevista ao programa C-Level, da Folha de S.Paulo, Guillermo Formigoni, presidente da Rappi no Brasil, destacou a iniciativa de entregas rápidas por meio do serviço Turbo, que promete realizar entregas em até dez minutos.
Para viabilizar essa agilidade, a Rappi utiliza dark stores, pequenos galpões de estoque que facilitam a separação dos pedidos. Atualmente, a empresa conta com 21 unidades em São Paulo e outras 19 em cidades como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte, onde seus colaboradores têm um tempo médio de dois minutos e meio para preparar os pedidos antes da entrega.
As duas empresas estão desenhando estratégias distintas para crescer no setor de compras por aplicativos. Enquanto o iFood está focado em combinar a expansão das entregas com serviços financeiros, a Rappi prioriza a experiência do cliente e a inovação tecnológica. Formigoni também indicou que a oferta de crédito não está nos planos da Rappi para os próximos 18 meses.



