O Irã anunciou que poderá levar a guerra "até o Oceano Índico" caso os Estados Unidos realizem novos ataques. A declaração foi feita na quinta-feira (24) por Yahya Rahim Safavi, conselheiro do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
Em um vídeo veiculado pela agência de notícias Fars, Safavi ressaltou que a escalada do conflito, que já se estendeu do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz para o Mar Vermelho, pode avançar ainda mais, atingindo o Oceano Índico ou regiões além. Esta é a primeira vez que um conselheiro de Khamenei menciona explicitamente o Oceano Índico no contexto de uma possível escalada militar.
Os houthis, que atuam no Iêmen e enfrentam as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita, conseguiram conquistar a costa iemenita no Mar Vermelho. Isso lhes permitiu controlar o Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico que conecta a Ásia à Europa através do Canal de Suez. O Irã, que fornece apoio militar aos houthis, nega envolvimento nessa nova frente de combate.
A tensão entre Estados Unidos e Irã se intensifica em torno do Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte pela qual transitavam, antes da guerra, quase 20% do petróleo mundial. As negociações entre os dois países encontram-se estagnadas desde que um protocolo de acordo não foi concretizado. Recentemente, representantes de Washington e Teerã se encontraram durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.
O Irã estabeleceu sete condições para a retomada das negociações, incluindo a suspensão de sanções econômicas e a liberação de seus ativos congelados fora do país. Em uma entrevista à AFP na terça-feira, Hosein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, também mencionou a necessidade de encerrar as hostilidades no Iêmen.



