O governo do Irã confirmou, neste domingo (19), a rejeição a uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos. A decisão foi divulgada pela agência estatal IRNA, poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, emitir uma ameaça de ataques se o ACORDO não fosse aceito pelo regime persa.
Trump afirmou em sua conta na rede Social Truth que os Estados Unidos estariam oferecendo um ACORDO justo e razoável, expressando esperança de que o Irã aceitasse a proposta. Caso contrário, ele reiterou que os EUA iriam derrubar as usinas de energia e as pontes do Irã, enfatizando que não haveria mais tolerância com a situação atual.
Antes de sua mais recente declaração, Trump havia indicado que representantes americanos seriam enviados ao Paquistão, onde ocorreu a primeira rodada de negociações, visando retomar as conversas. Segundo o presidente, os enviados chegariam ao país asiático na noite desta segunda-feira (20), com a intenção de avançar nas tratativas antes que um cessar-fogo de duas semanas chegasse ao fim.
Entretanto, o Irã expressou que não considera viável continuar as negociações sob as condições impostas pelos Estados Unidos. A agência estatal destacou que as “exigências excessivas e irracionais” e as frequentes mudanças de posição dos EUA, juntamente com o bloqueio naval anunciado por Trump, dificultam qualquer avanço nas discussões diplomáticas.
A IRNA também apontou que a ausência do Irã na segunda rodada de negociações se deve às expectativas irrealistas e contradições por parte de Washington. A situação é vista como uma tentativa dos EUA de atribuir ao Irã a responsabilidade pelo impasse nas negociações.
Além disso, o Irã já havia anunciado, no último sábado (18), um novo bloqueio do Estreito de Ormuz. Essa rota marítima é crucial para o escoamento de um quinto da produção mundial de petróleo. A medida segue a declaração de Trump de que o bloqueio americano aos portos iranianos permanecerá até que um ACORDO definitivo seja alcançado entre os países.



