A seleção do Irã deixou uma mensagem de agradecimento nos vestiários do SoFi Stadium, em Los Angeles, após o empate em 0 a 0 contra a Bélgica, no último domingo (22), pela Copa do Mundo. O bilhete expressa gratidão pela hospitalidade recebida e pelo apoio da torcida.
Os conflitos históricos entre Irã e Estados Unidos são uma questão sensível durante este Mundial. Devido a tensões políticas e militares, cidadãos iranianos enfrentam restrições severas para ingressar nos EUA, o que impactou a concessão de vistos para membros da delegação da seleção. O governo americano vetou a entrada de alguns integrantes da equipe, limitando o acesso ao país.
Com sua base no México, a seleção do Irã tem autorização para entrar nos Estados Unidos apenas nos dias de jogos e deve deixar o país imediatamente após as partidas. A Federação Iraniana de Futebol, antes do início do torneio, solicitou à FIFA que mantenha princípios de neutralidade e justiça, apontando que fatores externos têm comprometido a preparação da equipe.
O técnico Amir Ghalenoei frequentemente aborda essa situação em suas entrevistas. Ele destacou que as limitações impostas pela logística dificultaram os treinos, fazendo com que a equipe realizasse apenas metade das sessões consideradas ideais. Ghalenoei afirmou que o Irã é a seleção mais oprimida na história das Copas do Mundo.
Na segunda rodada do grupo G, o confronto entre Bélgica e Irã terminou em um empate sem gols, complicando a situação da Bélgica, que era considerada favorita. O Irã, por sua vez, continua a sonhar com a classificação para a próxima fase da competição.
Na terceira rodada do grupo G, a seleção iraniana enfrentará o Egito em Seattle, enquanto a Bélgica jogará contra a Nova Zelândia em Vancouver, no Canadá. As duas partidas estão agendadas para a madrugada do dia 27 de junho, às 0h (horário de Brasília).



