No Irã, a execução de Aref Khoshkar foi realizada após sua condenação pelo assassinato de Salman Amir Ahmadi, um membro das forças de segurança, durante os protestos que eclodiram no país em 2022. A informação foi divulgada no último sábado (18) pela agência oficial Mizan, ligada ao poder judiciário iraniano.
O crime de Khoshkar está relacionado aos tumultos que se intensificaram após a morte de Mahsa Amini, uma jovem curdo-iraniana que faleceu sob custódia policial em Teerã, onde foi detida por supostamente violar o código de vestimenta. As manifestações que se seguiram foram marcadas por grande agitação social e exigências de mudanças políticas e sociais.
De acordo com a Justiça iraniana, a condenação de Khoshkar à pena de morte por cumplicidade em homicídio premeditado foi confirmada pelo Supremo Tribunal, após a análise dos argumentos apresentados pela defesa. O membro da Basij, força paramilitar vinculada à Guarda Revolucionária, foi considerado responsável pela morte do agente durante os protestos.
Desde o início da guerra provocada por uma ofensiva americana-israelense contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, o país tem visto um aumento no número de execuções. A maioria das pessoas condenadas à morte está ligada às manifestações que ocorreram em resposta às circunstâncias envolvendo a morte de Amini.
Recentemente, em 15 de março, o Irã executou outro homem por sua suposta participação nas manifestações antigovernamentais. Dados da ONU, divulgados em 15 de junho, indicam que ao menos 40 homens foram executados no Irã em 2026, sendo que 18 deles estavam envolvidos nos protestos.
Organizações de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, têm destacado que o Irã é um dos países que mais aplica a pena de morte no mundo, ocupando a segunda posição, apenas atrás da China. O aumento das execuções tem gerado críticas e preocupações internacionais sobre os direitos humanos no país.



